
Uma grave polêmica envolvendo a Autarquia Municipal de Trânsito de Balneário Camboriú veio à tona após a apreensão de um veículo de alto valor — um Porsche — que acabou sendo retirado do pátio oficial e roubado mediante o uso de documentação falsa. O caso levantou uma série de questionamentos sobre os procedimentos adotados pelo órgão, além de suspeitas de imprudência administrativa e possível conivência de servidores.
De acordo com as informações apuradas, o veículo havia sido apreendido e encaminhado ao pátio credenciado da autarquia, local que deveria garantir a guarda e segurança do automóvel. No entanto, dias depois, o carro foi liberado de forma irregular a um indivíduo que se apresentou como proprietário, utilizando documentos posteriormente identificados como falsos.

O que mais chama a atenção é que o homem que retirou o veículo seria um estelionatário já procurado pela Justiça, o que reforça as suspeitas de falhas graves nos protocolos de conferência e verificação de identidade. A liberação do automóvel sem a devida checagem aprofundada expõe uma cadeia de erros que vai desde o atendimento inicial até a autorização final de saída do veículo do pátio.
Especialistas em gestão pública e segurança apontam que a autarquia tinha a obrigação legal de verificar a autenticidade da documentação, bem como de cruzar informações em sistemas oficiais antes de autorizar a retirada de um bem apreendido. A negligência nesses procedimentos pode configurar responsabilidade administrativa e até criminal, caso fique comprovado envolvimento direto ou omissão consciente de agentes públicos.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e entre moradores de Balneário Camboriú, que cobram transparência, apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos. Até o momento, a autarquia informou que abriu um procedimento interno para apurar os fatos, enquanto a Polícia Civil investiga o paradeiro do veículo e a atuação do suposto estelionatário.
A situação evidencia fragilidades preocupantes no controle de bens apreendidos pelo poder público e reacende o debate sobre a necessidade de auditorias, revisão de protocolos e maior fiscalização nos órgãos de trânsito, a fim de evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer.
Por - Gutemberg Stolze / Imprensananet.com