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Por: Gutemberg Stolze
26/02/2026 - 13:25:44

 

A Polícia Federal prendeu, na tarde desta segunda-feira (23), um homem flagrado transportando R$ 400 mil em dinheiro vivo ao deixar uma agência bancária no município de Oiapoque, no Norte do Amapá.

 

De acordo com a PF, a abordagem ocorreu no momento em que o suspeito saía do banco. Durante a fiscalização, os agentes encontraram a quantia em espécie, sem que o homem apresentasse documentação ou justificativa plausível que comprovasse a origem lícita dos recursos. Diante dos indícios, ele recebeu voz de prisão por suspeita de lavagem de dinheiro.

 

O detido foi encaminhado à Delegacia da PF em Oiapoque para os procedimentos legais e, posteriormente, transferido ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá, onde permanece à disposição da Justiça.

 

📊 Dinheiro vivo e eleições: um cenário que preocupa

 

A apreensão ocorre em um ano eleitoral, período historicamente marcado pelo aumento na circulação de dinheiro em espécie, prática frequentemente associada a crimes como compra de votos, caixa dois e lavagem de capitais.

 

Nos últimos meses, operações das forças federais em diferentes estados vêm registrando apreensões expressivas de valores transportados fora do sistema bancário. Especialistas em combate à corrupção apontam que o uso de grandes quantias em dinheiro vivo é uma estratégia para dificultar rastreamento financeiro e ocultar a origem dos recursos.

 

Embora não haja, até o momento, confirmação de vínculo do caso de Oiapoque com crimes eleitorais, o volume apreendido chama atenção e reforça a necessidade de fiscalização rigorosa por parte das autoridades.

 

⚖️ Transparência e rigor na apuração

 

A Polícia Federal deve aprofundar as investigações para identificar a procedência e a destinação do dinheiro. Caso sejam confirmados crimes financeiros ou eleitorais, as penalidades podem incluir reclusão e multa, conforme a legislação vigente.

 

Em um contexto de disputa política, a repetição de apreensões de grandes quantias em espécie reforça o debate sobre financiamento ilícito e a importância da vigilância institucional para garantir a lisura do processo democrático.

 

 

Por - Gutemberg Stolze / Imprensananet.com

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