
Após quase 12 anos de espera, o assassinato do então prefeito de Itagimirim, Rielson Lima, finalmente chega a uma etapa decisiva na Justiça. O caso será julgado em júri popular nesta segunda-feira, 06 de abril, no Fórum de Eunápolis, no extremo sul da Bahia.
No banco dos réus estão Rogério Andrade, apontado pelo Ministério Público como o mandante do crime, e Jamilton Neves Lopes, acusado de ser o executor dos disparos que tiraram a vida do gestor municipal. Com o assassinato do prefeito Rielson Lima, Rogério Andrade que era vice-prefeito, assumiu o mandato, tentou a reeleição, mas perdeu para Devani Brilantino.
Rogério Andrade foi preso em outubro de 2020, por decisão da Justiça de Eunápolis, permanecendo custodiado mesmo após tentativas da defesa de reverter a prisão em instâncias superiores. Já Jamilton Neves Lopes foi preso posteriormente, fora da Bahia, sendo apontado pelas investigações como o responsável direto pela execução do crime.
Rielson Lima foi assassinado a tiros em 29 de julho de 2014, em uma praça no centro de Itagimirim. Segundo as investigações, ele foi atingido por diversos disparos. De acordo com o Ministério Público, o crime teria sido motivado por disputas políticas e divergências financeiras relacionadas à campanha eleitoral de 2012, além de interesses na sucessão do comando do município.
Um terceiro nome ligado ao caso, Sandro Andrade Oliveira, irmão de Rogério Andrade, segue foragido da Justiça até o momento, sendo apontado também como participante da trama criminosa.
Às vésperas do julgamento, a defesa de Rogério Andrade afirma que o acusado é inocente e sustenta que não existem provas que comprovem sua participação no crime.
O júri popular deve definir o desfecho de um dos crimes políticos mais marcantes da história recente da região, com expectativa de grande repercussão jurídica e social no sul da Bahia.
Por - Gutemberg Stolze / Imprensananet.com