
A nossa reportagem voltou ao Litoral Sul, nesta quarta-feira, 2/3, para atualizar o andamento das obras na estrada que liga Trancoso aos distritos de Itaporanga, Nova Caraíva, Vila de Caraíva e Praia do Espelho.
“Uma verdadeira transformação”, disse um comerciante de Itaporanga. “Agora sim! Isso nunca havia sido feito com essa qualidade. E se tivesse feito isso antes, não preciaria estar gastando de novo”, afirmou Luiz Meira, dono de um pequeno mercado.
A estrada, principalmente na Reta do Búfalos foi completamente transformada, com aumento do nível da pista em aproximadamente 3 metros, com 4 galerias de escoamento das águas do Rio dos Frades, em casos de cheia.
“O que estamos fazendo aqui não é mais do que a nossa obrigação. A diferença é que não estamos enganando a população. Se os outros que passaram, tivessem feito a estrada ou, no mínimo, a manutenção, o município não teria sofrido tanto com as chuvas”, declarou o prefeito Jânio Natal.
PROBLEMA RESOLVIDO
De acordo com o gestor, a intervenção resolve definitivamente os problemas de alagamentos no trecho que foi inundado no mês de abril com as chuvas intensas que castigaram o Extremo Sul da Bahia. “Não é mais obra paliativa como faziam antes. É o recurso público sendo utilizado com responsabilidade”, afirmou.
As imagens registradas pelo Imprensananet dão uma impressão do que está sendo feito e já em fase de conclusão. Além do aumento do nível da estrada, a construção das galerias fluviais, recuperação da base da ponte e manutenção geral de outros trechos, patrolamento, a ‘Reta dos Búfralos’ receberá plantio de um bambuzal nas laterais para garantir mais segurança a quem transita no local.
A turista Alexandra Neves comentou que se sente mais segura para curtir férias em Caraíva. “Infelizmente, não pude vir no final de ano devido às condições da estrada. Uma pena! Eu não me divertir e imagino que a cidade deixou de ganhar dinheiro. Que bom que agora estão fazendo um serviço profissional e que vai melhorar a segurança de todos”, comentou.
DESCASO É COISA DO PAASADO
Uma liderança indígena que preferiu não ter seu nome identificado, disse que “ao longo dos anos, só faziam passar a máquina patrol nas épocas de temporada e depois ficava tudo largado. Quando caia uma chuva, ninguém conseguia mais passar e nem para ir a um posto de saúde, as comunidades indígenas conseguiam!”, relatou.
Por - Gutemberg Stolze / Imprensananet.com