
Mesmo sob ordem judicial do Tribunal de Justiça da Bahia, do dia 27 de março, proferida pelo Desembargador José Soares Ferreira Aras Neto, que determina a ilegalidade da greve declarada pela APLB – Sindicato, e a volta imediata das atividades escolares, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00, a entidade resolveu desafiar a medida e manteve a mobilização convocada para terça-feira, 29, no Trevo do Cabral.
O Sindicato foi notificado oficialmente na tarde desta segunda-feira, 28, por meio de citação eletrônica do TJ-BA. No pronunciamento feito pelo presidente da entidade, Deusdete Viana, veiculado pelas redes sociais, ele diz que “a greve foi convocada pelos profissionais da Educação e que a diretoria da entidade não tem o poder de revogar o protesto”. A APLB não comentou se o movimento tem a adesão de toda a classe.
A Prefeitura de Porto Seguro informa que a greve foi declarada com as negociações em curso. “Já aplicamos um repasse de 10,6% sobre o salário de todos os servidores municipais, incluindo os profissionais da Educação que ainda terão um reajuste de 10,30%, além de correções na tabela de progressão por tempo de serviço”, comentou Jailson Ferreira, secretário da Administração.
De acordo com o secretário, os repasses somados perfazem um total de 28% em média, sobre os salários de todos os profissionais da Educação.
“Estamos contemplando o repasse de 33,24% - garantidos por portaria presidencial - sobre o piso nacional e estudamos o orçamento financeiro minuciosamente para contemplar os que ganham acima do piso”, comentou.
A média salaria dos professores em Porto Seguro, está em R$ 6.290,00, sendo que uma boa parte ganha acima dos R$ 10.000,00 com a soma de títulos e tempo de serviço e há os que recebem mais de R$ 16.000,00. Alguns pais ouvidos por nossa reportagem sentem-se indignados por verem seus filhos mais uma vez prejudicados por uma greve de sindicato, após anos de pandemia.
Por - Cézar Aguiar / Imprensananet.com