
Você deve estar se perguntando: e agora, com o resultado das eleições para governo da Bahia e presidência da República, quais as implicâncias políticas e administrativas para Porto Seguro?
Praticamente, nenhuma. Senão, vejamos: do ponto de vista político, a influência é zero e até pode ser positiva para o prefeito Jânio Natal, visto que na esfera estadual é a chance de uma composição próspera e ‘zerada’ de qualquer comprometimento. Jânio e Jerônimo são amigos e sindicalistas de longa data. Eles têm cordial relação e nenhum impedimento de se construir uma ponte política do Governo da Bahia com o de Porto Seguro. Ambos se falam habitualmente.
Sobre o futuro político, você que está aí se sentindo em luto, basta lembrar que Natal disputou o último pleito contra o apoio do governador e dos senadores aliados a Rui Costa e mesmo assim conseguiu uma vitória maiúscula nas urnas. Em 2012, para quem não se lembra, Jânio disputou a eleição tendo o PT como vice. Então...
Já no campo administrativo, se considerar que o desalinhamento político com o atual governador Rui Costa, faz com que a gestão municipal caminhe com pernas próprias e isso não impediu o bom andamento das obras e serviços da Prefeitura, há que se pensar que a influência estadual no município – do ponto de vista da infraestrutura – não é lá essas coisas.
Com o Governo Federal, por outro lado, embora Jânio Natal tenha um caminho construído e consolidado com a União, via partido Partido Liberal, de quem o prefeito é amigo pessoal do presidente Waldemar Costa Neto e, obviamente, do deputado federal reeleito, Jonga Bacelar, o estreitamento continuará o mesmo. Anotem aí: o PL se alia ao presidente Lula no primeiro semestre. Nada muda para Jânio.
Nesse caso sim, é importante que o prefeito mantenha as pontes construídas e promova outras novas. Sejam elas, via PL, emendas de deputados parceiros ou mesmo por merecimento com projetos exequíveis e “nome limpo do município”. Sobre os empréstimos que a municipalidade pleiteia junto às instituições financeiras, não há qualquer ingerência que a nova gestão federal com Lula possa intervir e impedir. Muito pelo contrário! Nesses casos, a União é apenas fiadora, quem paga a conta mesmo é o município com verbas próprias.
O que devemos prever é que o gestor busque esse alinhamento com o Governo Federal – e isso já está sendo construído – para que as obras venham e Porto Seguro seja contemplado pelo novo governo. Esse é o caminho natural e que deve acontecer com a retomada de programas que Lula deve anunciar ainda durante a transição.
"Independentemente do resultado das eleiçôes, tanto a nível nacional, quanto estadual, o que cabe a nós brasileiros, é torcer por um país igualitário. Que o novo governo siga e garanta o cumprimento das Leis estabelecidas na Constituição Federal, tais como; 'Liberdade de Expressão' e 'Todos somos iguais perante as Leis', isso, independentemente de cor, credo ou religião", destacou Gutemberg Stolze, diretor do Grupo Gi.
Enfim, nada muda. Se mudar, muda para melhor! Não se enlutem!
Por - Cezar Aguiar / Imprensananet.com