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Por: Gutemberg Stolze
10/02/2026 - 17:02:54

 

O Carnaval da Bahia, reconhecido como um dos maiores eventos populares do país, voltou a evidenciar em 2025 não apenas sua força cultural e turística, mas também os graves impactos ambientais gerados pela concentração massiva de pessoas. Somente em Salvador e cidades do interior, cerca de 3,5 milhões de visitantes participaram da festa, segundo a Secretaria de Turismo do Estado, pressionando sistemas já sobrecarregados de coleta de resíduos, drenagem urbana e abastecimento de água.

 

 

Em Porto Seguro, durantes grandes eventos, a Secretaria Municipal de Serviços Público comandada pelo secretário Luciano Alves, monta um esquema 'Especial de Coleta' com equipes que atuam logo ao término de cada noite de eventos para manter a cidade limpa. Dentro deste esquema, também está a proibição de garrafas de vidros no circuito da folia.

 

O aumento expressivo da circulação de foliões resultou em uma explosão na geração de lixo, consumo elevado de água e maior risco de contaminação de rios, lagoas e praias, especialmente em um período marcado por chuvas intensas. Resíduos descartados de forma irregular nas ruas acabam sendo levados para redes de drenagem, atingindo diretamente corpos d’água e comprometendo ecossistemas sensíveis.

 

Em Salvador, ações de coleta seletiva conseguiram recolher mais de 169 toneladas de materiais recicláveis durante os dias de folia, conforme balanço do projeto EcoFolia Solidária, coordenado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema). O número revela esforço institucional, mas também expõe a dimensão do problema: sem políticas mais rígidas e fiscalização efetiva, grande parte dos resíduos ainda tem como destino o meio ambiente.

 

Para a coordenadora do Fórum Baiano de Comitês de Bacias Hidrográficas e professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Ana Odália Sena, o Carnaval escancara a relação direta entre comportamento urbano desordenado e degradação ambiental.

 

“A festa é coletiva, mas os impactos também são. O descarte incorreto de lixo e o desperdício de água durante grandes eventos têm consequências reais e duradouras para rios, lagoas e praias”, alerta.

 

Outro ponto crítico é o aumento temporário da demanda por água potável. Durante o Carnaval de 2025, a Embasa distribuiu 82 mil litros de água para hidratação de foliões em diversos pontos da capital e do interior, medida emergencial que evidencia a pressão adicional sobre o sistema de abastecimento em períodos de pico populacional.

 

Especialistas reforçam que líquidos descartados nas vias públicas, restos de alimentos e embalagens abandonadas não apenas agravam a poluição hídrica, como também comprometem a drenagem urbana, elevando o risco de alagamentos e contaminação ambiental, especialmente em áreas próximas a manguezais, rios e praias.

 

A Bahia possui dezenas de Comitês de Bacias Hidrográficas responsáveis pela gestão participativa da água no estado. No entanto, segundo Ana Odália Sena, eventos de grande porte como o Carnaval expõem a necessidade urgente de integrar planejamento urbano, educação ambiental e responsabilidade coletiva.

 

“O Carnaval termina em poucos dias, mas os danos ambientais podem permanecer por meses ou anos se não houver mudança de postura e políticas mais eficazes”, conclui.

 

 

Por - Gutemberg Stolze / Imprensananet.com

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