
Na manhã desta quinta-feira 05/09, a ‘porta’ de entrada da Terra Mater do Brasil – Porto Seguro se transformou em um cenário degradante. Um protesto de taxistas interditou a BR-367 em frente à Rodoviária e Cidade Histórica, local onde é realizado o tradicional festejo da Padroeira de Porto Seguro, Nossa Senhora da Pena.
Em protesto contra operadores de Transporte Alternativo, os taxistas cometeram o crime ambiental ao atearem fogo em dezenas de pneus, que além de criar causar transtorno devido às chamas e fumaça densa que deixou o aeroporto em alerta e colocou em risco centenas de ambulantes que estão trabalhando nos festejos da Santa, uma simples fagulha poderia ocasionar um estrago incalculável.
Segundo vídeo que recebemos e circula pela internet, a ação teria sido coordenada pelo taxista e vereador Robson Vinha. O imprensananet.com tentou contato com o vereador, porém, até a publicação desta matéria não conseguimos contato com o edil.
Porto Seguro vive a mais de uma década a problemática do transporte público, polêmicas entre taxistas, operadores de transporte alternativo e também de aplicativos são constantes. Para tentar sanar este problema, os poderes legislativo e executivo estão trabalhando em conjunto para apresentar uma lei que regulamente o transporte público em Porto Seguro.
É importante ressaltar que, enquanto taxistas teimam e obstruir as vias e acusarem o transporte alternativo de ser “clandestino”, uma grande maioria de taxistas se esconde atrás de seus alvarás para fazer o serviço que eles condenam, fazem escancaradamente “LOTAÇÃO”. Uma grande prova é quem apesar de Porto Seguro ser um destino turístico mundialmente famoso, mais de 90% dos taxis da cidade são Doblô e Spin, veículos que transportam mais passageiros, apropriados para ‘lotação’.
Sempre é bom lembrar que, enquanto os taxistas se preocupam com alguns motoristas de transporte alternativo que insistem e fazer transporte de turistas na Orla Norte, serviços que realmente prejudicam os taxistas são realizados tranquilamente sem protesto e sem fiscalização.
São eles:
Proprietários de estabelecimentos comerciais, tais como “Orla Center”, ônibus clandestino ligado a pessoas que trabalham com eventos, veículos de guias, funcionários e donos de hotéis que fazem abertamente o transporte de hóspedes para a Orla, Restaurantes e casas noturnas.
Por – Gutemberg Stolze / Imprensananet.com